terça-feira, 3 de maio de 2011

Mobile learning: a sala de aula pode estar na esquina

 


 

por Giulliana Bianconi
07 ABRIL 2011


Desbloquear a realidade física e fazer dela um imenso laboratório para a aprendizagem. É com essa perspectiva, que à primeira vista pode parecer complexa, que o mobile learning, ou apenas m-learning, vem ganhando espaço na educação.

Gestor de tecnologia educacional e consultor em m-learning, Martín Restrepo explica que esse “desbloqueio” acontece naturalmente quando se expande, com auxílio das TICs (tecnologias de informação e comunicação), as possibilidades de interação entre um aprendiz e os espaços virtual e físico.

O Instituto Claro acompanhou como funciona na prática esta dinâmica durante uma oficina promovida por Restrepo e sua equipe na Cidade do Conhecimento, na USP, e constatou que os participantes da oficina aguçaram a percepção em relação aos elementos do entorno usando celulares com aplicativos de geolocalização e mapas que conversam com um banco de dados. Foram capazes de perceber árvores frutíferas que antes passavam despercebidas, enxergaram “poltrona” em tronco de árvore, descobriram os aparelhos públicos destinados às crianças e, em cada um desses pontos, interagiram por meio da tecnologia: filmaram, fotografaram, gravaram uma mensagem de texto e depositaram  esse conteúdo, devidamente tagueado, em um grande mapa da região, disponibilizado a todos os participantes.

“Quando o uso dos recursos tecnológicos está inserido em uma metodologia de aprendizagem coletiva que contempla a criatividade, a curiosidade e a apropriação de diversos espaços e ambientes, consegue-se realizar atividades lúdicas que geram o aprendizado não formal”, afirma Restrepo.

Integrante do Núcleo Educativo do Paço das Artes, instalação da USP onde a parte teórica da oficina foi realizada, Paulo Futagawa participou da oficina e, embora não lide com as novas tecnologias em todos os projetos em que trabalha, concorda com Restrepo e exemplifica outras possibilidades: “Imagine um professor levar uma turma para o Jardim Botânico, pedir que os estudantes tagueem diversas espécies em um grande mapa, geolocalizando aquelas que considerarem mais interessantes ou curiosas e, depois, discutir esse mapa coletivo com toda a turma novamente?”.

Parceira de Restrepo nas atividades de mobile learning e na Editacuja, onde são sócios, a antropóloga Érica Casado arquitetou também a experiência da interação entre os participantes da oficina com obras da exposição “748.600”, que na ocasião ocupava salões do Paço das Artes. Ao acessar o mapa da exposição no aplicativo WildImage, os usuários, que estavam logados em um sistema onde previamente haviam se cadastrado, tinham na tela do celular a reprodução das obras presentes no salão. Bastava um clique sobre o nome do artista ou da obra e um questionário online era disponibilizado para que os visitantes escrevessem a sua interpretação e enviassem perguntas diretamente para o artista. Seguindo a lógica do compartilhamento, as impressões de todos os visitantes podiam ser partilhadas - inclusive até com quem ali não estava - no mapa, que somente após a intervenção dos usuários passou a ser coletivo. “Mas isso é uma questão de programação do aplicativo. Pode-se usar filtros e optar por não dividir tudo com todos”, explica Casado.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Teclógica une mobilidade e nuvem



 
Internet Móvel 3G - Convergência Digital
:: Ana Paula Lobo Sediada em Blumenau, Santa Catarina, a Teclógica mirou a inovação para ganhar um lugar de destaque no cenário nacional de TIC. Uma das maiores apostas da empresa é a mobilidade corporativa. Tanto que está finalizando o desenvolvimento de um produto para o segmento incorporando engenharia de software e nuvem, com lançamento previsto para o início do segundo semestre.

E a aposta é tanta que que a expectativa, nos próximos 24 meses, a área passe a responder por 30% do faturamento, hoje, em torno de R$ 15 milhões. "Estamos atentas ao cenário e com a explosão dos dispositivos como smarpthones e tablets, essa área de mobilidade corporativa ganha prioridade nas empresas. Todos querem simplificar o acesso aos dados para forças de vendas, mas com segurança", salienta Adriana Alexandre, diretora de Operações da empresa.

A solução que a Teclógica está finalizando - 100% desenvolvida na área de Pesquisa e Desenvolvimento - tem como alvo as áreas de construção civil, saúde, energia, educação, marketing, recursos humanos.

“O uso de TI nesses setores será um fator preponderante para melhorar a eficiência dos processos, controlar custo, agilizar a tomada de decisões e a tecnologia de computação móvel pode inovar na entrega de serviços para esses nichos de mercado”, afirma a executiva. A aposta na mobilidade corporativa se traduz nos recursos envolvidos no desenvolvimento desse produto - cerca de R$ 1 milhão.

Hoje, o maior dilema da companhia, lamenta Adriana Alexandre, é a formação de mão-de-obra qualificada para trabalhar com mobilidade corporativa. "Temos dificuldades de encontrar um profissional de TI. O que estamos fazendo é fazendo cursos internos e capacitando. Assim temos condições de atender empresas em todo o país. É também uma estratégia para consolidarmos os serviços na nuvem", salienta.

Os investimentos em mobilidade corporativa estão ligados à estratégia da empresa em agregar mais serviços a seus clientes. Para isso, a empresa lançou este ano uma unidade de negócio em consultoria para, alem de atender demandas de mobilidade, gerar projetos de SOA - Service Oriented Architecture e BPM - Business Process Modeling.

Com clientes como Bunge e AES na carteira, a Teclógica também se prepara para dar um passo à frente das concorrentes. A empresa está bem próxima - já passou pela primeira etapa- de contar com a certificação CMMi for Service. "Estamos finalizando os testes. Até o segundo semestre, teremos essa certificação que nos dará ainda mais respaldo para ofertarmos serviços, sejam os tradicionais ou na nuvem", completa Adriana Alexandre.

Adultos também são vítimas de bullying e têm carreira prejudicada 

Terror nas escolas, o bullying também é um comportamento comum no trabalho.
Nunca se falou tanto em bullying. Mas a prática de agredir alguém (verbal, física ou psicologicamente) não é comum somente nas escolas. Gente que há muito tempo passou dessa fase usa esse artifício para neutralizar o desempenho e autoestima de colegas no meio corporativo. São profissionais que costumam ter atitudes nada louváveis e incompatíveis com seu currículo, como isolar um colega, zombar de alguma característica, inventar fofocas, boicotar em reuniões ou ridicularizá-lo por sua orientação sexual, política ou religiosa.
É óbvio que pessoas que passam tantas horas por dia em uma mesma empresa tendem a desenvolver vínculos que, uma vez ou outra, acabam descambando para o gracejo ou a gozação explícita. No caso do work place bullying (sim, a prática já ganhou nome próprio), porém, as piadas são feitas com o objetivo de ferir a autoconfiança alheia ou se exibir para o resto da equipe. “Aspectos intelectuais nem sempre estão ligados ao desenvolvimento emocional. Alguém competente pode ter um padrão de comportamento imaturo e ser inseguro”, comenta Dulce Helena Cabral Hatzenberger, coordenadora do Departamento de Psicologia do Trabalho da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Para a psicóloga Dorit W. Verea, diretora da Clínica Prisma – Centro de Prevenção e Tratamento em Saúde Emocional, de São Paulo, algumas pessoas não amadurecem, só envelhecem. “A maturidade nos traz a consciência de que ninguém é melhor do que ninguém em absoluto. Geralmente, as pessoas que praticam o bullying adulto depositam suas forças quando têm receio pelos êxitos dos demais. Há um sentimento de irritação, de rancor, em relação ao sucesso que o outro possa ter”, pondera.
Segundo a opinião de Dorit, o agressor seria, portanto, um invejoso ressentido com baixa autoestima. “Esse agressor tem claras as suas limitações. Está consciente do perigo constante a que está submetido em sua carreira. É o conhecimento de sua própria realidade o que o leva a destroçar as carreiras de outras pessoas. Pode-se somar o medo de perder privilégios e esta ambição empurra a eliminar obstáculos”, afirma.
Marcia Bandini, diretora da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt),  diz que existem muitas explicações para casos assim. “Em alguns, a pessoa pratica o bullying simplesmente porque tem a oportunidade de fazê-lo. Mais frequentemente, esse tipo de comportamento é uma tentativa de se promover em cima do outro. São técnicas que podem funcionar por algum tempo, mas nunca perduram em bons ambientes profissionais”, afirma.

sábado, 16 de abril de 2011

Estados e municípios poderão financiar laptops para alunos de escolas públicas

 

Alunos que receberam computadores pelo programa Um Computador por Aluno.

 Foto: Ricardo Stuckert/Arquivo/PR
O governo federal anunciou ontem (15/4) a oferta de linha de crédito destinada a financiar computadores portáteis a alunos matriculados na educação básica, dentro do Programa Um Computador por Aluno (Prouca). A linha de crédito será oferecida pela Caixa Econômica Federal e permitirá aos estados, municípios e o Distrito Federal financiar laptos para aos estudantes das escolas públicas de todo o país.
Segundo a Caixa, os equipamentos serão novos e com conteúdos pedagógicos que auxiliam o processo de ensino-aprendizagem. Para o vice-presidente de Pessoa Jurídica da estatal, Geddel Vieira Lima, a abertura dessa linha de crédito atende aos desafios estratégicos da empresa de consolidar-se como agente de políticas públicas, ampliando a relação com todos os entes da administração pública e a participação no mercado de crédito.
“Além disso, o programa é direcionado a um pilar do desenvolvimento do país: a educação. Tem como objetivo, qualificar e apoiar a capacidade de gestão das escolas públicas, com consequente melhoria do processo de aprendizagem e ensino”, explicou.
O Prouca conta com volume inicial de recursos de R$ 100 milhões para financiamentos. Os interessados no crédito podem obter informações no site do programa.
Características – Os laptops são equipados para acesso à rede sem fio e conexão à internet. Possuem tela de cristal líquido de 8,9 polegadas, bateria com autonomia mínima de 3 horas e peso de até 1,5 kg. Têm 1 GB (gigabyte) de memória RAM, e armazenamento de 4 GB, e material resistente a impactos e quedas. Os aplicativos, instalados nos equipamentos, são de software livre.

Fonte: http://blog.planalto.gov.br/estados-e-municipios-poderao-financiar-laptops-para-alunos-de-escolas-publicas/